segunda-feira, 17 de junho de 2013

POLÍTICA ANTI DROGAS E ÁLCOOL


POLÍTICA DE SEGURANÇA E QUALIDADE 
PROCESSO:
DROGAS E ÁLCOOL
OBJETIVO:

UNIDADE
DATA
REVISÃO
NÚMERO
PÁGINA
VULMAX
13/03/2013
01
003
1/11



Definições

As drogas utilizadas para alterar o funcionamento cerebral, causando modificações no estado mental são chamadas drogas psicotrópicas. O termo psicotrópico é formado por duas palavras: psico e trópico. Psico está relacionado ao psiquismo, que envolve as funções do sistema nervoso central; e trópico significa em direção a. Drogas psicotrópicas, portanto, é aquelas que atuam sobre o cérebro, alterando de alguma forma o psiquismo. Por essa razão, são também conhecidas como substâncias psicoativas.
As drogas psicoterapias dividem-se em três grupos: depressoras, estimulantes e perturbadoras.

Histórico

O termo droga tem origem na palavra drogg, proveniente do holandês antigo e cujo significado é folha seca. Esta denominação é devido ao fato de, antigamente, quase todos os medicamentos utilizarem vegetais em sua composição. Atualmente, porém, o termo droga, segundo a definição da Organização Mundial de Saúde – OMS, abrange qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas produzindo alterações em seu funcionamento.

As drogas depressoras do sistema nervoso central – álcool, barbitúricos, benzodiazepínicos, inalantes e opiáceos - fazem com que o cérebro funcione lentamente, reduzindo a atividade motora, a ansiedade, a atenção, a concentração, a capacidade de memorização e a capacidade intelectual. 

As estimulantes do sistema nervoso central - anfetaminas, cocaína e tabaco-, por outro lado, aceleram a atividade de determinados sistemas neuronais, trazendo como consequências um estado de alerta exagerado, insônia e aceleração dos processos psíquicos. 

Por fim,
 as drogas perturbadoras do sistema nervoso central – maconha, alucinógenos, LSD, êxtase e anticolinérgicos – produzem uma série de distorções qualitativas no funcionamento do cérebro, como delírios, alucinações e alteração no senso-percepção. Por essa razão, são também chamadas de alucinógenos. Uma terceira denominação para esse tipo de droga é psicotomiméticos, devido ao fato de serem conhecidas como psicoses as doenças mentais nas quais esses fenômenos ocorrem de modo espontâneo.

É importante ressaltar que nem todas as substâncias psicoativas têm a capacidade de provocar dependência. Muitas são usadas com a finalidade de produzir efeitos benéficos, como o tratamento de doenças, sendo considerados, assim, medicamentos.








Tipos de drogas

1-Anfetaminas

Definição: A anfetamina é uma droga sintética de efeito estimulante da atividade mental. A denominação “anfetaminas” é atribuída a todo um grupo de substâncias como: fenproporex, metanfetamina e dietilpropiona. Todas estas são comercializadas sob a forma de medicamento. Os usos clínicos mais comuns são como moderador de apetite e no tratamento de pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Um outro tipo de anfetamina bem conhecido, porém de uso ilícito, logo, não encontrado em farmácias, é a metilenodioximetanfetamina (MDMA), conhecida por êxtase.
           
Mecanismo de Ação: A ação da anfetamina é estimulante provocando aceleração do funcionamento mental, aumentando a liberação e o tempo de atuação dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina no cérebro. Assim, há uma alteração nas funções de raciocínio, emoções, visão e audição, provocando sensação de satisfação e euforia. 
Efeitos no organismo: A pessoa sob o efeito de anfetamina tem insônia, perde o apetite, fica eufórica e com uma fala acelerada. Além disso, apresenta irritabilidade, prejuízo do julgamento, suor, calafrios, dilatação das pupilas e convulsões.
Consequências negativas: A anfetamina provoca dependência, assim o usuário tem que consumir maiores quantidades de comprimidos para obter os mesmos efeitos (tolerância). É comum que pessoas que utilizem anfetamina para perder peso, voltem a engordar quando interrompem o seu uso. O uso indevido e prolongado pode provocar alterações psíquicas, lesões cerebrais e aumenta do risco de convulsões e overdose.
Consumo no Brasil: O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de medicamentos anorexígenos a base de anfetaminas. A maior parte dos usuários são mulheres que a utilizam para o emagrecimento. 


2-Anticolinérgicos

Definição: São plantas e substâncias sintéticas que possuem em comum uma série de efeitos no corpo humano, alterando funções psíquicas. Entre as plantas temos as popularmente conhecidas como Saia Branca, Lírio, Trombeta, Trombeteira, Zabumba, Cartucho, Estramônio, entre outras.

Mecanismo de Ação: Os anticolinérgicos, tanto de origem vegetal como os sintetizados em laboratório, atuam principalmente produzindo delírios e alucinações. 

Efeitos no organismo: As drogas anticolinérgicas são capazes de produzir muitos efeitos periféricos, além dos provocados no sistema nervoso central. Assim, as pupilas ficam muito dilatadas, a boca seca e o coração podem disparar. 

Consequências  negativas: Os anticolinérgicos podem produzir, em doses elevadas, grande elevação da temperatura, que chega às vezes até 40 ou 41ºC.
Consumo no Brasil: O abuso dessas substâncias é relativamente comum no Brasil. O Artane® chega a ser a terceira droga mais usada entre meninos de rua de algumas capitais no Nordeste (depois dos inalantes e da maconha). Nas demais regiões, o uso de anticolinérgicos é bem menos freqüente.

3-Álcool

Definição:  O álcool presente nas bebidas alcoólicas é o etanol, produzido pela fermentação ou destilação de vegetais - como a cana-de-açúcar e também de frutas e grãos. No Brasil, há uma grande diversidade de bebidas alcoólicas, cada tipo com quantidade diferente de álcool em sua composição. 

Histórico:  Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 anos A.C., sendo, portanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos.

Mecanismo de Ação:  Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central, provocando mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência. 

Efeitos no organismo:  A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.

Consequências Negativas:  Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais frequentes são as relacionadas ao fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). 

Consumo no Brasil: Levantamento realizado em 2007 investigou os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira. O estudo foi realizado em 143 municípios do País e detectou que 52% dos brasileiros acima de 18 anos faz uso de bebida alcoólica pelo menos uma vez ao ano. Do conjunto dos homens adultos, 11% bebem todos os dias e 28 % de 1 a 4 vezes por semana.


4-Calmantes e Sedativos

Definição: Sedativo é o nome que se dá aos medicamentos capazes de diminuir a atividade do cérebro, principalmente quando este fica em estado de excitação acima do normal. O termo sedativo é sinônimo de calmante ou sedante. Quando um sedativo é capaz de diminuir a dor, recebe o nome de analgésico.
Histórico: Foram descobertas no começo do século XX, e diz à história que o químico europeu que fez a grande descoberta foi comemorar em um bar.
Mecanismo de Ação: O mecanismo de ação dos barbitúricos é semelhante ao dos benzodiazepínicios (colocar link). Atuam também aumentando a atividade de certo neurotransmissora. 
Efeitos no organismo: Os efeitos são: redução da ansiedade e agressividade; sedação e indução do sono; redução do tônus muscular e da coordenação; efeito anticonvulsivante. 
Consequências Negativas: O uso regular de barbitúricos produz: sonolência, vertigem, confusão mental, ansiedade e depressão, tolerância e dependência (após um curto período de tempo), overdose e morte, caso seja consumido simultaneamente ao álcool, opiáceos ou outras drogas depressoras. 
Consumo no Brasil: Estima-se que o uso sem receita médica de Barbitúricos é de menos de 1%, sendo citados produtos como: Gardenal®, Pentotal® e Comital®. 

5- Cocaína

Definição: É uma substância psico-estimulante extraída das folhas de uma planta originária da América do Sul, popularmente chamada coca (Erythroxylon coca).
Histórico: Considerada uma “planta divina” pelos Incas, as mais antigas folhas de coca foram descobertas na região do Peru em 2500 – 1800 A.C. No século XIX, na Europa, a cocaína era vendida em farmácias como tônico e anestésico. No século XX tornou-se uma substância ilícita, devido aos efeitos prejudiciais causados em seus usuários.
Mecanismo de Ação:  A substância atua no cérebro modificando a comunicação entre os neurônios. A intensidade dos seus efeitos é maior quando utilizada por via endovenosa (injetada) ou inalada (fumada). Quando fumada, seus primeiros efeitos ocorrem em 10 a 15 segundos, enquanto que pela via injetada, entre 3 e 5 minutos. Pela via aspirada (cheirada) surgem após 10 a 15 minutos. 
Efeitos no organismo: Os efeitos imediatos mais comuns são euforia, suor, taquicardia, calafrios e diminuição da fadiga. O uso contínuo de cocaína pode provocar dependência e hipertensão e é fator de risco para infartos do miocárdio e AVCs – acidentes vasculares cerebrais (derrames). Pode também induzir a transtornos psiquiátricos. 
Conseqüências Negativas: No Brasil, a cocaína é a substância mais utilizada pelos usuários de drogas injetáveis. Muitas dessas pessoas compartilham agulhas e seringas e expõem-se ao contágio de várias doenças, entre elas hepatites, Aids, malária e dengue 
Consumo no Brasil: O uso de cocaína varia bastante na população brasileira, atingindo índices diferentes de acordo com o sexo, a idade, a renda e o local de residência dos grupos populacionais. Os homens são os principais usuários da droga, e seu consumo é observado com maior freqüência na faixa etária entre os 18 e 34 anos de idade. Na população em geral, 2,3% das pessoas entre 12 e 65 anos afirmam terem usado a droga pelo menos uma vez na vida. Entre estudantes de ensino médio e fundamental, 2% afirmaram já ter utilizado a droga pelo menos uma vez na vida.
6- Cogumelos e plantas alucinógenas

Definição: A palavra alucinação significa, em linguagem médica, percepção sem objeto, isto é, a pessoa em processo de alucinação percebe coisas sem que elas existam. Assim, quando uma pessoa ouve sons imaginários ou vê objetos que não existem, ela está tendo uma alucinação auditiva ou uma alucinação visual. 
Histórico: Alguns autores também as chamam de psicodélicas. A palavra psicodélica vem do grego (psico = mente e delos = expansão) e é utilizada quando a pessoa apresenta alucinações e delírios em certas doenças mentais ou por ação de drogas.  .
 Mecanismo de ação: Os efeitos são maleáveis, pois depende de várias condições, como sensibilidade e personalidade do indivíduo, expectativa que a pessoa tem sobre os efeitos, ambiente, presença de outras pessoas etc.  .
Efeitos no organismo: Os sintomas físicos são pouco salientes, pois são alucinógenos primários. Podem ocorrer dilatação das pupilas, sudorese excessiva, taquicardia, náuseas e vômitos, estes últimos mais comuns com a bebida do Santo Daime.
Consequências negativas: Como ocorre com quase todas as substâncias alucinógenas, praticamente não há desenvolvimento de tolerância, também usualmente não induzem dependência e não ocorre síndrome de abstinência com o cessar do uso. Um dos problemas preocupantes em relação ao consumo desses alucinógenos é a possibilidade de a pessoa desenvolver delírios persecutórios, de grandeza ou acessos de pânico e, em virtude disso, tomar atitudes prejudiciais a si e aos outros. 
Consumo no Brasil: No Brasil, principalmente em decorrência de sua imensa riqueza natural, existem várias plantas alucinógenas.

7-Êxtase (MDMA)
Definição: A MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), comumente chamada de êxtase, é uma droga sintética, ilegal e com potencial de gerar dependência. A MDMA possui propriedades estimulantes e alucinogênicas, embora muito menos intensa quando comparada à maioria das drogas alucinógenas. 
Histórico: Sintetizada em 1912 e patenteada pela indústria farmacêutica alemã Merck, A MDMA foi criado com o objetivo de diminuir o apetite. No entanto, em função de sua baixa utilidade clínica, os estudos foram abandonados. Só no fim da década de 70, a utilidade clínica da MDMA voltou a ser discutida, agora como um possível auxiliar do processo psicoterapêutico. No fim dos anos 80, com o surgimento da cultura clubber e da música eletrônica, o êxtase passou a ser associado com este novo conceito musical e começou a ser difundido na Europa. 
Mecanismo de Ação: Logo após a ingestão, a MDMA distribui-se amplamente pelo organismo, chegando ao cérebro e intensificando a atividade de alguns neurotransmissores que atuam na regulação de humor, sono, dor e apetite. 
Efeitos no organismo: O êxtase apresenta efeitos semelhantes aos estimulantes do sistema nervoso central (agitação), bem como efeitos perturbadores (mudança da percepção da realidade). Seus efeitos mais marcantes são a sensação de melhora nas relações entre as pessoas, o desejo de se comunicar, melhora na percepção musical e aumento da percepção das cores. 
Consequências Negativas: O uso de êxtase é geralmente seguido de um grande esforço físico, devido a uma prática vigorosa da dança. Essa associação (esforço físico e êxtase) tende a aumentar consideravelmente a temperatura, que pode atingir mais de 42ºC e, inclusive, ser mortal.. O uso freqüente e prolongado pode ocasionar problemas no fígado e cognitivos. 
Consumo no Brasil: No Brasil, o último levantamento nacional domiciliar sobre o uso de drogas entre a população, realizado em 2005, incluiu o êxtase no grupo das drogas alucinógenas. De acordo com os dados do levantamento, o êxtase é a segunda droga alucinógena mais utilizada, juntamente com o LSD, ficando atrás apenas dos chás de cogumelo. 


8-LSD - 25

Definição: Perturbadores ou alucinógenos sintéticos são substâncias fabricadas em laboratório, não sendo, portanto, de origem natural, e que são capazes de provocar alucinações no ser humano. 
Histórico: O efeito alucinógeno do LSD-25 foi descoberto em 1943, pelo cientista suíço Hoffman, ao aspirar, por acaso, pequena quantidade de pó por descuido em seu laboratório. 
Mecanismo de Ação: O LSD-25 atua produzindo uma série de distorções no funcionamento do cérebro, trazendo como conseqüência uma variada gama de alterações psíquicas. 
Efeitos no organismo: O LSD-25 tem poucos efeitos sobre outras partes do corpo. Logo de início, 10 a 20 minutos após tomá-lo, o pulso pode ficar mais rápido, as pupilas podem ficar dilatadas, além de ocorrer sudoração, e a pessoa pode sentir-se com uma certa excitação. 
Conseqüências Negativas: O fenômeno da tolerância desenvolve-se rapidamente com o LSD-25, mas também há desaparecimento rápido com a interrupção do uso. 
Consumo no Brasil: Esporadicamente se tem notícias acerca do consumo de LSD-25 no Brasil, principalmente por pessoas das classes mais favorecidas.







9-Maconha

Definição: A maconha é o nome dado a uma planta conhecida cientificamente como Cannabis sativa. O THC (tetraidrocanabinol)é uma substância química produzida pela planta da maconha, sendo essa a principal responsável pelos efeitos psíquicos da droga no organismo.
Histórico: Existem referências ao uso da maconha há mais de 12.000 anos. Entre 2.000 e 1.400 a.C. foi descoberto seu efeito euforizante na Índia. A maconha foi trazida ao Brasil pelos escravos como uma forma de ligação com a terra natal. Na década de 1930, iniciou-se uma fase de repressão contra o uso da maconha, sendo em 1933 feitos os primeiros registros no Brasil de prisões pelo comércio ilegal de maconha. 
Mecanismo de Ação: O THC é metabolizado no fígado. Além disso, o THC é muito lipossolúvel (solúvel em lipídios – gordura, e não em água) ficando armazenado no tecido adiposo. Essas características do THC levam a um prolongamento do efeito deste no organismo. 
Efeitos no organismo: Os efeitos provocados pelo THC no sistema nervoso central dependem da dose consumida, da experiência, da expectativa e do ambiente. Os efeitos esperados são: leve estado de euforia; relaxamento; risos imotivados e devaneios. 
Consequências Negativas: O uso crônico de maconha está associado a problemas respiratórios visto que a fumaça é muito irritante, seu teor de alcatrão é muito alto, sendo maior que do tabaco. Outras consequências do fumo, semelhantes ao tabaco, são: hipertensão, asma, bronquite, cânceres, doenças cardíacas e doenças crônicas obstrutivas aéreas. .


10-Ópio e morfina

Definição: Os opiáceos são substâncias extraídas de uma planta chamada popularmente de papoula, que depois de cortada elimina um líquido leitoso branco, semelhante a um suco, que ao secar passa a ser chamado de ópio, daí o nome opiáceo. 
Histórico: O ópio foi largamente utilizado na antiga civilização mediterrânea, pelos Sumerianos como a planta da “alegria”. 
Mecanismo de Ação: Todas as drogas tipo opiáceo ou opióide têm basicamente os mesmos efeitos no sistema nervoso central: diminuem sua atividade. 
Efeitos no organismo: Analgesia, diminuição da frequência cardíaca, diminuição da frequência respiratória, hipotensão arterial, sonolência, paralisia do estômago, diminuição do peristaltismo intestinal, acalmia (um período de repouso que se segue a outro de agitação) e miose (constrição da pupila). 

Consequências Negativas: Os narcóticos usados por meio de injeções, ou em doses maiores por via oral, podem causar grande depressão respiratória e cardíaca. Os usuários de substâncias injetáveis podem contrair hepatites e mesmo AIDS. 
Consumo no Brasil: As porcentagens de uso de opiáceos na população brasileira estão por volta dos 1,3%, o que equivaleria a uma população de 668.000 pessoas. Para todas as faixas etárias, houve predomínio de uso por mulheres em relação aos homens.

11-Solventes ou Inalantes 

Definição: Em geral, todo solvente é uma substância altamente volátil, ou seja, evapora-se naturalmente, por esse motivo pode ser facilmente inalado. Constituem-se por substâncias capazes de dissolver coisas e que pode ser aspirada pelo nariz ou pela boca. Outra característica dos solventes ou inalantes é que muitos deles (mas não todos) são inflamáveis. 
Histórico: Os solventes começam a ser utilizados como droga de abuso por volta de 1960 nos Estados Unidos. No Brasil, o uso de solventes aparece no período de 1965-1970. 
Mecanismo de Ação: Assim como ocorre com o álcool, os solventes são substâncias que têm efeito bifásico, ou seja, causam uma excitação inicial, seguida por depressão do funcionamento cerebral, que dependerá da dose inalada. 
Efeitos no organismo: Os efeitos dos solventes vão desde uma estimulação inicial até depressão, podendo também surgir processos alucinatórios. O efeito predominante é a depressão, principalmente a do funcionamento cerebral. A aspiração repetida, crônica, dos solventes pode levar à destruição de neurônios, causando lesões irreversíveis no cérebro.
Consequências Negativas: Os solventes quando inalados cronicamente podem levar a lesões da medula óssea, dos rins, do fígado e dos nervos periféricos que controlam os músculos. Muitas vezes o usuário pode ficar inconsciente ou sofrer convulsões e até mesmo morte súbita por problemas cardíacos ou parada respiratória. 
Consumo no Brasil:  O uso de solventes ou inalantes no Brasil prevalece entre estudantes do sexo masculino e crianças e adolescentes vivendo em situação de rua. 

12-Tabaco

Definição: O tabaco é uma planta cujo nome científico é Nicotiana tabacum, da qual é extraída uma substância de efeito estimulante chamada nicotina. Além desta, o tabaco possui mais de 4.700 substâncias tóxicas, dentre elas o monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído e partículas de nicotina e alcatrão.
Histórico: O tabaco começou a ser utilizado aproximadamente no ano 1000 A.C., nas sociedades indígenas da América Central, em rituais mágico-religiosos, com o objetivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros. A planta chegou ao Brasil provavelmente pela migração de tribos tupi-guaranis. Hoje, apesar dos males que o hábito de fumar provoca, a nicotina é uma das drogas mais consumidas no mundo. 
Mecanismo de Ação: Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro aproximadamente em nove segundos. Os principais efeitos da nicotina no sistema nervoso central consistem em: elevação leve no humor (estimulação) e diminuição do apetite. 
Efeitos no organismo: A nicotina produz um pequeno aumento na freqüência dos  batimentos cardíacos, na pressão arterial, no ritmo respiratório e na atividade motora. Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo, provoca diminuição da contração do estômago, dificultando a digestão. 
Consequências Negativas: O uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade de ocorrência de algumas doenças, como: pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, boca, estômago), infarto de miocárdio, bronquite crônica, enfisema pulmonar, derrame cerebral e úlcera digestiva. 
Consumo no Brasil: De acordo com o II Levantamento Domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil realizado em 2005, o tabaco é a segunda droga mais consumida no país, ficando atrás apenas do álcool, com 44% da população admitindo o uso de tabaco pelo menos uma vez na vida. Ainda, cerca de 10% dos entrevistados preencheram os critérios de dependência, o que corresponde a mais de 5 milhões de pessoas.


13-Tranquilizantes ou Ansiolíticos (Benzodiazepínicos)

Definição: São medicamentos que reduzem a atividade em determinadas regiões do cérebro levando a diminuição da ansiedade. Por isso, são também conhecidos como tranqüilizantes ou ansiolíticos. 
Histórico: O primeiro Benzodiazepínico foi sintetizado no final dos anos 50. 
Mecanismo de Ação: Os Benzodíazepinicos possuem receptores específicos no sistema nervoso central. 
Efeitos no organismo: Diminuição da ansiedade, indução do sono, relaxamento muscular, redução do estado de alerta, dificuldade nos processos de aprendizagem e memória. 
Conseqüências Negativas: O uso regular de benzodiazepínicos produz sonolência, vertigem, confusão mental, ansiedade e depressão, tolerância e dependência (após um curto período de tempo), overdose e morte, caso seja consumido concomitantemente ao álcool, opiáceos ou outras drogas depressoras. 
Consumo no Brasil: Segundo um levantamento sobre o uso não-médico de drogas psicotrópicas por estudantes, em dez capitais brasileiras, em 1997,  os ansiolíticos ficaram em terceiro lugar na preferência geral, sendo esse uso muito mais intenso entre meninas do que entre meninos. 



PREVENÇÃO/Tipos de Prevenção/Prevenção Universal, seletiva e indicada

Prevenção Universal, Seletiva e Indicada.
O que é?
Onde se aplica?
Intervenção universal – são programas destinados à população geral, supostamente sem qualquer fator associado ao risco.
Intervenção universal – na comunidade, em ambiente escolar e nos meios de comunicação.
Intervenção seletiva – são ações voltadas para populações com um ou mais fatores associados ao risco de uso de substâncias.
Intervenção seletiva – por exemplo, em grupos de crianças, filhos de dependentes químicos.
Intervenção indicada – são intervenções voltadas para pessoas identificadas como usuárias ou com comportamentos de risco relacionados direta ou indiretamente ao uso de substâncias, como por exemplo, alguns acidentes de trânsito.
Intervenção indicada – em programas que visem diminuir o consumo de álcool e outras drogas, mas também a melhora de aspectos da vida do indivíduo como, por exemplo, desempenho acadêmico e reinserção social.

PREVENÇÃO/Tipos de Prevenção/Prevenção primária, secundaria e terciária

As intervenções podem ser feitas em três níveis:

  • Prevenção primária – O objetivo é evitar que o uso de drogas se instale ou retardar o seu início.

  • Prevenção secundária – Destina-se às pessoas que já experimentaram drogas ou usam-nas moderadamente e tem como objetivo evitar a evolução para usos mais freqüentes e prejudiciais. Isso implica um diagnóstico e o reconhecimento precoce daqueles que estão em risco de evoluir para usos mais prejudiciais.

  • Prevenção terciária – Diz respeito às abordagens necessárias no processo de recuperação e reinserção dos indivíduos que já têm problemas com o uso ou que apresentam dependência.
Os níveis de prevenção são um continuum, sem limites claros, muitas vezes, entre prevenção primária, secundária e terciária.
Na infância, as intervenções preventivas abordam a promoção de saúde em uma perspectiva ampla e podem ser feitas com orientação adequada a pais e professores, usando a criatividade e diversas  atividades para propiciar a aquisição de habilidades e experiências que tenham efeito protetor.

A prevenção voltada para os adolescentes ocorre principalmente nas escolas, por ser esse o local que, idealmente, todos os jovens deveriam freqüentar.

É mais fácil iniciar um trabalho de prevenção nas escolas, que têm uma estrutura organizada, voltada para passar informações e dar orientações aos alunos e que mantêm contato com os pais. Entretanto, não é na escola que a prevenção atingirá os jovens de maior risco. Os jovens com problema de conduta, geralmente, abandonam a escola e não se envolvem com regularidade em atividades nas quais também podem ser alvo de ações preventivas.

Nesse caso, ações desenvolvidas na comunidade seriam mais indicadas. Para mobilizar um grupo dentro da comunidade, muitas vezes, é preciso iniciar algum trabalho em uma instituição da região, que pode ser uma escola a partir da qual, com o envolvimento dos alunos, pais, professores e funcionários, podem expandir as ações para a comunidade ao seu redor, envolvendo líderes comunitários, religiosos e grupos de jovens. É necessário que as ações sejam desenvolvidas em vários âmbitos, com ações integradas entre as diferentes áreas sociais.

Política da empresa

- Nenhum funcionário da Vulmax pode trabalhar sob o efeito de álcool droga o sobefeito de outro tipo de substancia que acarreta efeitos alucinógenos.

- O funcionário de plantão ou sob aviso não poderá consumir álcool ou qualquer tipo de substancia alucinógeno.

- Funcionário que percebe que o companheiro esta sobe efeito de álcool ou qualquer outro tipo de substancia deverá comunicar imediatamente ao responsável da à área ou do serviço.

- Todos os funcionários deverão participa da palestra sobre drogas e alcoolismo.










            APROVAÇÕES:

Elaborado por:
Aprovado por:
Gilcimar Santos de Andrade
Técnico Segurança do Trabalho


Rodrigo V. Machado
Gerente Operacional

Nenhum comentário:
Write comentários

Assine nossos Feed RSS
Se inscreva abaixo !