sexta-feira, 9 de maio de 2014

TRABALHO EM ALTURA

                               SEGURANÇA E QUALIDADE
PGSM001
TRABALHO EM ALTURA
Página:
1 de 9
VULMAX
 PROCEDIMENTO GERAL DE SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE
Revisão - Data
000 – 20/02/2014

 





 OBJETIVO

·         Este padrão define procedimentos de controle de queda a serem adotados para a execução de trabalhos em altura de 2,0 metros ou mais ou em alturas menores onde existirem situações potencialmente perigosas, bem como utilização e conservação de escadas portáteis e/ou fixas, passarelas, passagens, plataformas, rampas, andaimes e cadeiras suspensas.


2.     APLICAÇÃO

·         Os funcionarios da empresa VULMAX devera cumprir todos os procedimentos existentes nas normas regulamentadoras


3.     REFERÊNCIAS E DOCUMENTOS

·         NR 06 - Equipamento de proteção individual
·         NR 12 – Segurança em Maquinas e Equipamentos
·         NR 18 - Condições e meio ambiente do trabalho na indústria da construção
·         NR 35 – Trabalho em altura

DEFINIÇÕES


Equipamentos, sistemas e dispositivos para trabalho em altura.
Elementos provisórios ou definitivos utilizados para acesso: entre níveis, diferentes ou não; entre superfícies/apoios, contíguos ou não; topo/lateral de edificações.
·         Diferença de nível: Distância vertical entre a superfície de trabalho e outra superfície de referência

·         Pontos de Ancoragem: É um dispositivo na edificação para ancoragem de cordas ou cabos de aço para retirada de vítimas e acesso de bombeiros ou ainda a ser utilizados para a colocação de cabos guias.

·         Trava – quedas: Dispositivo contra quedas que aprisionado ao talabarte do cinto de segurança permite o empregado se deslocar na vertical.

·         Absorvedor de energia: Dispositivo que no momento da retenção de uma queda, em função da ancoragem realizada, garante que a força de frenagem aplicada ao trabalhador não ultrapasse a 600 kgf

·         Cinto de segurança: Equipamento de proteção individual tipo pára - quedista, dotado de dois talabartes.

·         Andaimes: Elementos estruturais metálicos, fixos ou móveis, utilizados para trabalhos que não podem ser realizados a partir do piso, e cuja duração e/ou condições não justifiquem a utilização de escadas.

·         Cabo guia : Cabo de aço ancorado em local seguro através de clip, que permite aprisionar o talabarte do cinto de segurança e o deslocamento do empregado na horizontal.

·         Escadas inclinadas ou tipo marinheiro: Dispositivo que no momento da retenção de uma queda, em função da ancoragem realizada, garante que a força de frenagem aplicada ao trabalhador não ultrapasse a 600 kgf

·         Cadeira Suspensa ou Balancim Individual do Tipo Cadeirinha : É o equipamento cuja estrutura e dimensões permitem a utilização por apenas uma pessoa e o material necessário para realizar o serviço.

·         Escadas Portáteis: Equipamento leve, portátil, de fácil transporte, utilizado para acesso temporário entre níveis, podendo ser simples, de abrir ou extensível, sendo construídas em madeira ou fibra com extensão no máximo de 7m (NR 18.12.5.3).

·         Passagens ou Plataformas: Elementos que servem de acesso a duas superfícies ou apoios não contíguos, situados num mesmo nível.
·         Plataformas Elevadas: Dispositivos mecânicos incluindo dispositivos com lança aérea extensíveis, escadas aéreas, dispositivo com lança aérea articuladas, torre vertical ou uma combinação de quaisquer destes.

·         Ponto de Ancoragem: Ponto seguro de fixação de linhas de vida, talabartes, cabos de espia (estais), trava-quedas ou absorvedores de energia.

·         PT: Permissão para Trabalho

·         Rampas: Elementos que servem de acesso a duas superfícies ou apoios não contíguos, situados em níveis diferentes.

·         Cadeira Suspensa: Dispositivo para trabalho em posição sentada que permite o deslocamento vertical, normalmente descendente, por meio de cabos de aço ou cordas.

·         Profissional habilitado: Considera profissional legalmente habilitado os que comprovem uma das seguintes condições: Capacitação, mediante curso específico do sistema oficial de ensino; Capacitação, mediante curso especializado ministrado por centros de treinamento e reconhecido pelo sistema oficial de ensino, tem a duração de 8 horas.

RESPONSABILIDADES E PROCEDIMENTOS

A Gerência:
·         Obedecer e fazer cumprir este documento e outros regulamentos aplicáveis;
·         Reconhecer os fatores de risco relacionados à atividade e tipos previsíveis de trabalhos ou acessos que podem induzir as exposições ao perigo de queda;
·         Gerenciar um levantamento de atividades com risco de queda para identificar os fatores de riscos;
·         Estabelecer datas limites e apontar a pessoa responsável pelas conclusões das ações corretivas;

Gerente ou Coordenador de Área, Supervisor.
·         Avaliar a necessidade de equipamentos individuais de interrupção de queda e de sistemas de prevenção de quedas como parte integrante do planejamento do trabalho.
·         Fornecer e manter os equipamentos apropriados para o trabalho.
·         Treinar o pessoal na aplicação, uso e inspeção, de forma apropriada, dos equipamentos de interrupção de queda e dos sistemas de prevenção de quedas.
·         Avaliar a necessidade de equipamentos individuais de interrupção de queda e de sistemas de prevenção de quedas como parte integrante do planejamento do trabalho.
·         Sujeitar-se a todas as práticas de trabalho seguro recomendadas (delineadas) conforme as condições específicas do local, procedimentos, reuniões de pré-trabalho, elaboração de APR, liberações – PT, treinamento ou outras exigências deste documento que estiverem sob seu controle.
·         Verificar se executantes estão devidamente autorizados a realizar o serviço. 
·         Liberar para o trabalho somente os funcionários autorizados, exigir o cumprimento do procedimento quanto à utilização de equipamentos para trabalho em altura, quando o serviço a ser executado necessite da utilização desses equipamentos, dar o suporte necessário quando surgirem anomalias e fazer a supervisão/ auditoria da atividade conforme Procedimentos Gerencial e/ou Operacional vigente.
·         Conduzir a necessária supervisão para garantir que a aplicação e uso estejam sendo feitos corretamente para a situação.

Executante.
·         Avaliar a necessidade de equipamentos individuais de interrupção de queda e de sistemas de prevenção de quedas como parte integrante do planejamento do trabalho.
·         Considerar os fatores de risco/riscos que podem estar presentes durante a tarefa bem como nos percursos de ida e vinda da área de trabalho em altura.
·         Considerar o uso de andaimes temporários, corrimãos, plataformas elevadas, etc.
·         Usar, manter e inspecionar utilizando o formulário correspondente sempre quando for executar atividade trabalho em altura.
·         Estar autorizado pelo setor médico da empresa a exercer trabalhos em altura, comunicar ao setor médico da empresa eventuais alterações em sua saúde física para que esse setor possa avaliar a manutenção dessa autorização.
·         Antecipar os imprevistos durante a fase de avaliação APR e emissão da PT.
·         Cumprir o procedimento quanto à utilização de equipamentos para trabalho em altura tais como cinto de segurança, capacete com jugular, absorvedores de energia, rampas, plataformas, passagens, andaimes, escadas portáteis ou fixa, e comunicar qualquer anormalidade nos itens mencionados.

Engenheiro/Técnico Segurança/Medicina do Trabalho

·         Acompanhar atividades, liberações/auditorias APR – PT, treinamento ou outras exigências deste documento que estiverem sob seu controle.
·         Suportar a equipe na busca de melhores alternativas de prevenção de quedas, durante fase de planejamento da atividade ou fase de projeto.
·         A área médica deve proceder aos exames necessários e suficientes para verificar e atestar a aptidão laboral dos funcionários indicados para trabalhos em altura, registrando em ficha e comunicando ao DHO e responsáveis pelo serviço eventuais condições adversas.

   CONDIÇÕES GERAIS PARA TRABALHO EM ALTURA


Os trabalhos em altura só poderão ser executados por empregados devidamente treinados e orientados pelos responsáveis do serviço.

Todo serviço que contemplar entre suas atividades, trabalhos em altura, uso de escada e plataformas, trabalho em telhados e utilização de andaimes, deverá estar descritos de forma clara na AR/PTR - Análise de Riscos/Permissão para trabalho, que deverá ser elaborada antes do início do trabalho, estando a disposição dos empregados na frente de serviço. Esta AR/PTR - Análise de Riscos/Permissão para trabalho deve contemplar o trabalho com risco de queda, propondo o uso do cinto de segurança, a instalação de cabo guia e/ou o uso do trava quedas.

Ao desenvolver trabalho em altura, o empregado deve utilizar os seguinte EPI’s:
Capacete (com a jugular devidamente ajustada), óculos de segurança,  sapato/botina de segurança, cinto de segurança com 2 talabartes, respirador semi-facial PFF1/PFF2 quando houver partícula  em suspensão , e protetor auricular em áreas com ruído..
Todos os empregados que estiverem executando suas atividades em locais com altura superior a 2 (dois) metros ou onde haja risco de queda, devem utilizar o cinto de segurança tipo pára - quedista com dois talabartes, preso em local seguro.
O coordenador, supervisor, encarregado e / ou responsável pela execução das atividades, é responsável por exigir dos envolvidos o uso do cinto de segurança inclusive das empresas contratadas que estiverem sob sua responsabilidade.

Usar somente cinto de segurança com dois talabartes, visando desta forma obrigar o empregado a ficar sempre com um dos talabartes preso em sua movimentação.

Definir os pontos de ancoragem acima da cabeça do empregado e nunca abaixo do nível da cintura. Os pontos deverão garantir que em caso de queda, o empregado não atinja o solo ou estruturas.

Quando não existir ponto de amarração para o cinto de segurança, deverá ser instalado um dispositivo de segurança, cabo guia ou um olhal de material resistente que servirá de sustentação para o cinto de segurança.

Os cabos guias devem ter suas extremidades fixadas à estrutura definitiva da edificação, por meio de suportes ou grampos de aço inoxidável ou outro material de resistência e durabilidade equivalente(no mínimo 03 grampos) com espaçamento de 6cm em cada extremidade.

Inspecionar sempre o cinto de segurança antes de usá-lo, verificando principalmente os talabartes e as presilhas.

Quando o trabalho for desenvolvido por soldador ou maçariqueiro, ou em qualquer local que tenha temperatura elevada, o talabarte do cinto de segurança deve ter alma de aço.

É proibida a utilização de máquinas e equipamentos como plataformas de trabalho, quando esses não tenham sido projetados, construídos ou adaptados com segurança para tal fim.

Nos locais sob as áreas onde se executa o trabalho em altura, içamento ou movimentação de material, será obrigatória a sinalização de advertência e isolamento.

Todos os empregados em serviço em altura devem utilizar capacete com jugular e manter todas as ferramentas utilizadas presas, sendo proibido arremessá-las para outro local

REQUISITOS DE PESSOAL
·         Exames médicos específicos devem considerar os aspectos psicológicos, físicos e de saúde considerando as limitações individuais médicas e físicas (vertigem, epilepsia, claustrofobia, etc.) incluindo o peso para uso de cinto de segurança e pressão arterial. A medição de pressão arterial em atividades fora das Grandes paradas GP, será acompanhado mensalmente pela medicina , através do cartão de aferição de pressão .
·         Para trabalhos críticos ( GP Grandes paradas de manutenção ) acima de 2,0 devem ser realizados exames prévios diários e imediatos à execução do trabalho (aferir pressão arterial antes de toda atividade de Trabalho em Altura).
·         Nota: Muitos dos sistemas e equipamentos estão limitados a 136 kg, sendo assim acima por medida de prevenção colaboradores acima de 100 kg, não poderão realizar trabalhos em altura.
·         Cada empregado ou contratado que possa vir a estar exposto aos perigos de quedas (inclusive os de supervisão), antes de ser designado para trabalho envolvendo tais perigos deve ser formalmente treinado com registros mantidos

CONDIÇÕES GERAIS PARA USO DE ESCADAS




Escadas Fixas

Escadas fixas de alvenaria, concreto ou outro material, devem ser providas de guarda-corpo resistente e com altura entre 0,90cm e 1,00m (noventa centímetro e um metro), degraus antiderrapantes e uniformes, e espelhos entre degraus com altura entre 18cm e 20cm (dezoito e vinte centímetros).
É proibido subir ou descer escadas com a visão obstruída por objetos ou materiais.
É proibido fazer qualquer tipo de pintura que encubra imperfeições nas escadas.

Escadas Provisórias

Para escadas provisórias, deve-se seguir as orientações da NR 18, no seu item 18.12. A área responsável pela construção e utilização de escadas provisórias deverá entrar em contato com a Segurança do Trabalho para seguir as orientações contidas na NR 18.

As escadas provisórias devem ser dimensionadas em função do fluxo de empregados, respeitando-se a largura mínima de 0,80 (oitenta centímetros), devendo ter pelo menos a cada 2,90 (dois metros e noventa centímetros) de altura um patamar intermediário.

Escadas de Mão

As escadas de mão devem ter seu uso restrito para acessos provisórios e serviços de curta duração.

Ao trabalhar sobre escadas acima de 2 (dois) metros de altura, fazer o uso do cinto de segurança preso em estrutura independente da escada.

Devem ser guardadas em abrigo, sem exposição ao sol e umidade, de preferência, repousada na horizontal, sustentadas por ganchos fixados à parede.

É proibido colocar escadas de mão nas proximidades de portas ou áreas de circulação, onde houver risco de queda de objetos ou materiais e nas proximidades de aberturas e vãos.

As escadas de mão poderão ter até 7,00m (sete metros) de extensão e o espaçamento entre os degraus deverá ser uniforme, variando entre 0,25m (vinte e cinco centímetros) a 0,30m (trinta centímetros).

As escadas de mão devem ultrapassar em 1,00m(um metro) o piso superior e serem fixadas no piso inferior e superior ou ser dotada de dispositivo que impeça o seu escorregamento.

Ao apoiar a escada, observe sempre a relação 4 para 1, isto é, o comprimento total da escada deve ser 4 vezes maior que a distância entre o seu pé e a parede. Conforme figura 1 abaixo:






Figura 1 – Apoio de escadas em superfícies
É proibido usar escadas de mão junto a redes e  equipamentos elétricos desprotegidos. É proibido usar escadas metálicas para trabalhos em eletricidade.

Verificar antes do uso se os degraus estão firmes e em bom estado e se não há trincas. Caso identificada
alguma anomalia, não utilizar a escada.
Não descer com as costas viradas para a escada e não largar ferramentas ou materiais sobre uma escada. A escada deverá ser utilizada somente por um empregado de cada vez, sempre utilizando as duas mãos para seu acesso.

Ao utilizar escadas, isole a área e coloque sinalização de advertência.

As escadas de abrir devem ser rígidas, estáveis e providas de dispositivo que a mantenham com abertura constante, devendo ter comprimento máximo de 6 (seis) metros, quando fechada.

As escadas fixas, tipo marinheiro, com 6 (seis) metros ou mais de altura, devem ser providas de gaiola protetora a partir de 2 (dois) metros acima da base até 1 (um) metro acima da última superfície de trabalho.

Para cada lance de 9 (nove) metros deve existir plataforma de descanso, protegido por guarda- corpo e rodapé.

É proibido o uso de escada de mão com montante único.

É proibida a união de duas ou mais escadas, bem como prolongar seus montantes, visando aumentar o comprimento total da escada.

Escada Extensível

As catracas e roldanas (moitão ou carretilhas) deverão ser mantidas em perfeito estado de conservação. A corda não deverá estar desgastada ou desfiada.

A escada deverá possuir dispositivo limitador de curso, fixada no quarto vão a contar das catracas, proporcionando uma sobreposição de no mínimo 1m (um metro) quando estendida.

A escada extensível com mais de 7m (sete metros) de comprimento deverá possuir obrigatoriamente sistema de travamento (tirante ou vareta de segurança) para impedir que os montantes fiquem soltos e prejudiquem a estabilidade.

CONDIÇÕES GERAIS PARA Uso de Andaimes

Montagem/desmontagem e utilização de andaimes

O dimensionamento dos andaimes, sua estrutura de sustentação e fixação, deve ser realizado por profissional legalmente habilitado.

Os andaimes devem ser dimensionados e construídos de modo a suportar, com segurança, as cargas de trabalho a que estarão sujeitos.

Os andaimes devem ser apoiados em base firme rígida. Não apoiá-los sobre terreno ou objetos instáveis como tijolos, blocos ou pedaços de madeira. Utilizar sapatas de apoio e quando houver desnível no piso, utilizar bases ajustáveis.
Os andaimes devem ser construídos, amarrados em estruturas e contraventados de modo a suportar cargas às quais estão sujeitos, por pessoas habilitadas para fazê-lo.


O piso de trabalho dos andaimes deve ter forração completa, antiderrapante, ser nivelado e fixado de modo seguro e resistente.

Devem ser tomadas precauções especiais, quando da montagem, desmontagem e movimentação de andaimes próximos a redes elétricas.

A madeira para confecção de andaimes deve ser de boa qualidade, seca, sem apresentar nós e rachaduras que comprometam a sua resistência, sendo proibido o uso de pintura que encubra imperfeições. Os pranchões não devem ter mais que 200mm de balanço.

É proibida a utilização de aparas de madeira na confecção de andaime.

Os andaimes devem dispor de sistema de guarda – corpo construído com altura de 1,20 m (um metro e vinte centímetros) para o travessão superior e 0,70 m (setenta centímetros) para o travessão intermediário e rodapé com altura de 0,20 (vinte centímetros).

A fixação ou interligação das peças dos andaimes deve ser feita com dispositivos próprios (braçadeiras, luvas, pinos e contrapinos) sendo terminantemente proibida a improvisação com arame, cordas ou peças que na fazem parte de sua composição.

É proibido retirar qualquer dispositivo de segurança dos andaimes ou anular sua ação.

É proibida a utilização de escadas e outros meios para se atingir lugares mais altos sobre o piso de trabalho dos andaimes..

Toda movimentação vertical de componentes para montagem/desmontagem de andaimes deve ser feita através de cordas ou sistema próprio de içamento.

É proibido o lançamento de materiais em queda livre.

Não é permitida a realização de serviços em andaimes por pessoa desacompanhada, bem como sob intempéries (chuvas, ventos fortes, raios).

É proibido o deslocamento da estrutura dos andaimes com empregados sobre os mesmos.

É proibido acumular materiais sobre os andaimes. Conservar a plataforma do andaime limpa, livre de entulho, mantendo somente material, máquinas e ferramentas necessárias ao trabalho.

O acesso ao andaime para trabalhos em altura deve ser feito com dupla segurança, redundância, isto é, somente poderá liberar um dos talabartes, após certificar-se que o outro talabarte esteja devidamente fixado na estrutura, tendo como exemplo o serviço executado por alpinistas, conforme figura 2.
Figura 2 – Acesso ao andaime para trabalhos em altura



Ao trabalhar em andaimes, é obrigatório o uso de cinto de segurança do tipo pára - quedista, com dois talabartes. 

Somente um profissional devidamente treinado e habilitado (eletricista) deverá providenciar iluminação, instalação de máquinas e equipamentos elétricos para serem utilizados em andaimes. As fiações não poderão conter emendas e os focos de iluminação não deverão ofuscar e/ou atrapalhar a visão dos usuários. As luminárias, máquinas e equipamentos deverão ter aterramento.

Ao realizar trabalhos em andaimes próximos as vias de circulação de pessoas e trânsito de veículos, devem ser montados cerquites. Nos locais onde não for possível a montagem de cerquites e trabalhos de curta duração (no máximo um dia), isolar com fita zebrada ou outro dispositivo de isolamento.

Não é permitida a existência de espaços vazios entre pranchões da plataforma. Caso seja necessária a existência de alguma abertura na plataforma de serviços, esta deverá ser provida de guarda corpo.

Antes de iniciar as atividades de trabalho em altura, devem ser verificadas as condições gerais dos andaimes (amarrações, estaios, pranchões, prumo, nível, entre outros), recuperando danos ou alterações causados por chuvas, ventos, vibração de equipamento, ação predatória, entre outras.

Os andaimes quadro serão montados com sapatas, admitindo-se no máximo 04 (quatro) lances de quadros e mais um que servirá de guarda-corpo, devendo ser amarrados a colunas ou outro sustentáculo através de cordas. Os andaimes desse mesmo tipo, com mais de quatro lances deverão ser estaiados com cabos de aço. A plataforma de trabalho será sempre provida de guarda-corpo. A cada dois lances de quadros, deverá ser instalada uma diagonal, contraventando a montagem.

Os andaimes do tipo tubos e abraçadeiras deverão ser montados por empresas qualificadas, sendo sua estrutura ancorada às estruturas já existentes, não havendo qualquer exigência até a altura de 10 (dez) metros. A partir de 10 metros a montadora deverá elaborar projeto, providenciando a respectiva ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao CREA. O projeto e cópia da ART deverão ficar disponíveis na frente de serviços para efeito de fiscalização.

Andaimes suspensos

Os sistemas de fixação e sustentação e as estruturas de apoio dos andaimes suspensos deverão ser precedidos de projeto elaborado e acompanhado por profissional legalmente habilitado.

Os andaimes suspensos deverão ser dotados de placas de identificação, colocadas em local visível, onde conste a carga máxima de trabalho permitida.

O andaime suspenso deve ter sua estabilidade garantida através de procedimentos operacionais e de dispositivos ou equipamentos específicos para tal fim (manual do equipamento).



A instalação e a manutenção dos andaimes suspensos devem ser feitas por trabalhador qualificado, sob supervisão e responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado obedecendo, quando de fábrica, as especificações técnicas do fabricante.

O trabalhador deve utilizar cinto de segurança tipo paraquedista, ligado ao trava-quedas de segurança, este ligado ao cabo guia fixado em estrutura independente da estrutura de fixação e sustentação do andaime suspenso.

A sustentação dos andaimes suspensos deve ser feita por meio de vigas, afastadores ou outras estruturas metálicas de resistência equivalente a, no mínimo, três vezes o maior esforço solicitante.

A sustentação dos andaimes suspensos somente poderá ser apoiada ou fixada em elemento estrutural.

Os andaimes suspensos devem ser sustentados por cabos de aço, devendo obrigatoriamente possuir cabo guia independente para fixação do cinto de segurança dos ocupantes. Quando houver redes elétricas nas proximidades, estas deverão ser desenergizadas.

Os guinchos de elevação para acionamento manual devem satisfazer os seguintes requisitos:
a)     Ter dispositivos que impeçam o retrocesso do tambor para catraca;
b)    Ser acionado por meio de alavancas, manivelas ou automaticamente, na subida ou na descida do andaime;
c)     Possuir a segunda trava de segurança para catraca;
d)    Ser dotado da capa de proteção da catraca.

Os dispositivos de elevação do andaime devem ser diariamente inspecionados pelos usuários e pelo responsável da atividade antes de iniciar os trabalhos

condições gerais para utilização de gaiolas

Conforme determinado no item 18.14.9 da NR 18 da Portaria 3.214/78 do MTE, é proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindar não projetado para este fim.  Exemplos: Caminhão guindauto (munck), guindaste, ponte-rolante, empilhadeira, etc.



condições gerais para Trabalhos em telhados

Para trabalhos em telhados devem ser usados dispositivos que permitam a movimentação segura dos empregados, sendo obrigatória a instalação de cabo guia de aço, para fixação do cinto de segurança tipo pára -quedista.

Não é permitido o trabalho em telhado e fachada, entre outros, utilizando andaime, balancim, plataforma suspensa em condições atmosféricas adversas (chuva, ventos fortes, relâmpagos), bem como concentrar carga num mesmo ponto.

Os cabos guias devem ter suas extremidades fixadas à estrutura definitiva da edificação, por meio de suportes ou grampos de aço inoxidável ou outro material de resistência e durabilidade equivalente (no mínimo 03grampos em cada extremidade).

Observe na figura 3 a forma correta de colocar os grampos (clips) nas extremidades do cabo de aço. Só há uma maneira correta de realizar esta operação, com a base do grampo colocada no trecho mais comprido do cabo (aquele que vai em direção ao outro olhal). Para cabos de diâmetro até 5/8" (16 mm) use, no mínimo, três grampos. Este número deve ser aumentado quando se lida com cabos de diâmetros superiores.



Figura 3 – Colocação de grampos em cabo de aço

Nos locais onde desenvolvem trabalhos em telhados devem existir sinalização e isolamento, de forma a evitar que os empregados no piso inferior sejam atingidos por eventual queda de materiais e equipamentos.

condições gerais para Cadeira Suspensa (balancim Individual)

Para trabalhos em fachadas ou serviços que requeiram a utilização de cadeiras
suspensas, deverão ser seguidas as recomendações do fabricante contidas no
manual do equipamento.                                                 
                                                                                                   
As cadeiras suspensas somente poderão ser usadas com cabo de aço ou cordas de
fibra sintética.

Será obrigatório o uso de cinto de segurança do tipo pára-quedista ligado ao trava quedas e cabo guia independente.

Antes de iniciar o serviço deverão ser testados os mecanismos de acionamento da cadeira, o trava-quedas, as cordas, cabos de aço e demais dispositivos.

A cadeira suspensa só poderá ser utilizada por uma pessoa.

Todos empregados envolvidos deverão participar de treinamentos específicos.

O sistema de fixação da cadeira suspensa deve ser independente do cabo-guia do trava-queda.

condições gerais para Plataforma de trabalho aéreo – pta



É vedado o uso da Plataforma de Trabalho Aéreo - PTA para transporte de empregados e materiais não relacionados aos serviços em execução.

Somente empregado qualificado e identificado com crachá terá permissão para operar a plataforma elevatória.

Para trabalhos acima de 2 metros de altura ou onde haja risco de queda, utilizar cintos de segurança com dois talabartes afixados em ponto de ancoragem apropriado.

Não operar plataforma em mau funcionamento.
Não projetar o corpo para fora do guarda-corpo da máquina.

Durante o deslocamento da plataforma somente o operador pode permanecer dentro da gaiola. Durante o deslocamento, é obrigatório o uso de sinal sonoro (buzina / alarme).

Manter o afastamento seguro entre qualquer parte da máquina e uma rede ou dispositivo elétrico.  

Ao realizar trabalhos em plataforma móvel, próximo às vias de circulação de pessoas e trânsito de veículos, devem ser montadas cerquites. Nos locais onde não for possível a montagem de cerquites e trabalhos de curta duração (no máximo um dia), isolar com fita zebrada ou outro dispositivo de isolamento.

Quando a plataforma estiver sendo utilizada em áreas próximas à movimentação de carga, a exemplo de talha, ponte-rolante, empilhadeira, deve-se adotar medidas específicas que evitem colisões. Assegurar que os operadores das outras máquinas suspensas ou no solo estejam cientes e tenham visibilidade da presença da plataforma elevada.

O local e posicionamento deve ser firme, plano e isento de buracos e saliências. Nunca opere a máquina em superfícies arenosas ou desniveladas, pois pode haver o tombamento da máquina.

Não amarrar a máquina a qualquer estrutura adjacente. Nunca amarre fios, cabos ou itens similares a plataforma.

Nunca posicionar escadas, degraus ou itens semelhantes na unidade para fornecer alcance adicional.

Manter a área da plataforma sem lama, óleo, graxa e outras substâncias escorregadias.

As grades da plataforma não devem ser usadas para manejo de materiais.

Nunca exceder o limite de carga estabelecido pelo fabricante.

Não realizar trabalhos em plataformas quando da ocorrência de chuvas, ventos fortes, raios.

Nunca usar a lança para qualquer objetivo que não seja posicionar o pessoal, suas ferramentas e equipamentos.

Antes de sair da máquina, verificar se está parada e com o sistema de freio travado.

Fazer inspeção de segurança periódica, através de um plano de inspeção e vistoriar diariamente a plataforma. A inspeção do equipamento e do local de trabalho deve ser feita por pessoas qualificadas.

Não elevar a plataforma enquanto estiver em movimento

CONDIÇÕES IMPEDITIVAS AO TRABALHO EM ALTURA

Situações que impedem a realização ou continuidade do serviço que possam colocar em risco a saúde ou a integridade física do trabalhador.

Os  riscos  de  queda  existem  em  vários  ramos  de atividade  e  em  diversos  tipos  de  tarefas.  Faz-se necessário, portanto, uma intervenção nestas atuações de grave e iminente risco, regularizando o processo, de forma a tornar estes trabalhos seguros.
O trabalho em altura NÃO deverá ser realizado nos seguintes casos:
        Trabalhador não possuir a devida anuência para realizar trabalho em altura
        Trabalhador sem a devida qualificação para o trabalho em altura (treinado)
        Trabalhador sem condições físicas, mentais e psicossociais (ASO)
        Ausência de sistema e pontos de ancoragem adequados
        Ausência da APR – Análise Preliminar de Risco, Procedimento operacional,
e/ou PT – Permissão de Trabalho
        Ausência de supervisão
        Ausência de EPI adequado
        Falta de inspeção rotineira do EPI e do sistema de ancoragem
        Ausência de isolamento e sinalização no entorno da área de trabalho
        Condições meteorológicas adversas (ventos fortes, chuva, calor excessivo)
        Não observância a riscos adicionais e/ou às demais normas de segurança

EPI – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUA PARA TRABALHO EM ALTURA

·         Para trabalhos executados acima de 2,0 m será obrigatório o uso de cinto de segurança tipo “paraquedista” ou “alpinista” respeitando-se as seguintes condições:
·         O cinto tipo paraquedista, deve possuir duplo talabarte em " Y", constituído de corda de “nylon” ou cinta de poliéster/ poliamida, com comprimento máximo de 1,2m;  02 elos em " D" confeccionado em aço forjado e 02 mosquetões com ganchos automáticos.
·         Para trabalhos e acessos cujo ponto de ancoragem está localizado a uma altura superior a 4,0 m (quatro metros) em relação ao piso, será obrigatória a utilização de cinto de Segurança com talabarte em “Y” de extensão restrita, ganchos com fecho automático (mosquetão) e absorvedor de energia.
·         Durante qualquer trabalho em altura, deve ser utilizado o capacete com a jugular para evitar quedas do equipamento.
·         Para trabalhos e acessos cujo ponto de ancoragem está localizado a uma altura igual ou inferior a 4,0 m (quatro metros) do piso, será obrigatória a utilização de cinto de Segurança conectado diretamente ao trava-quedas ou mini-stop retrátil, sem a utilização de talabartes. Para estes casos não será permitida a utilização de outro dispositivo conectado ao cinto de segurança que possa provocar o seu distanciamento em relação ao ponto de ancoragem (ex: utilização de estropo).
·         O uso de dois talabartes será obrigatório sempre que uma pessoa precisar mover ou deslocar-se para alterar o ponto de amarração enquanto exposto ao risco de queda, garantindo assim uma amarração segura em todos os momentos durante o deslocamento.
·         Não será permitido fazer ancoragem com talabartes em uma estrutura de quina viva (cortante), pois o atrito poderá enfraquecer o mesmo, neste caso usar cintas de fitas para içamento, tubulares ou estropo.
·         Não é recomendado o uso de cinto com construção de náilon, quando há exposição severa ou prolongada às radiações ultravioletas (sol, soldagem e arcos elétricos) ou a cloretos diluídos contendo ácidos. O náilon tem uma tendência a enfraquecer-se rápida e severamente nessas situações com evidência pequena ou invisível de deterioração. É indicado o uso amplo dos cintos em poliamida ou poliéster oferecem uma vantagem muito maior, nessas situações.
·         A unidade deve priorizar a compra de cinto de fabricantes reconhecidos nacionalmente para tratar de necessidades específicas tais como cintos de segurança retardantes de chama ou com capacidade adequada para pessoas pesando mais de 136 kg. É proibido fazer furos extras no cinto de segurança tipo pára-quedista, para aumentar o seu tamanho.

Observações Gerais

       É proibido o uso de cordas de cisal para qualquer trabalho em altura.

É obrigatório o cinto de segurança tipo pára-quedista com duplo talabarte de metal ou aramida para trabalhos a quente.

       Sinalizar, isolar a área respectiva do serviço a ser realizado na parte inferior.
Todo trabalho em altura deverá ser sinalizado com os dizeres:
RISCO DE QUEDA DE MATERIAIS
             PERIGO HOMENS TRABALHANDO ACIMA

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