sexta-feira, 9 de maio de 2014

TRABALHO A QUENTE

                               SEGURANÇA E QUALIDADE
PGSM002
TRABALHO A QUENTE
Página:
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VULMAX
 PROCEDIMENTO GERAL DE SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE
Revisão - Data
000 – 20/02/2014


 1.     OBJETIVO

Para fins desta Norma, considera-se trabalho a quente as atividades de soldagem, goivagem, esmerilhamento, corte ou outras que possam gerar fontes de ignição tais como aquecimento, centelha ou chama.


2.      APLICAÇÃO

Aplica-se em todas as atividades realizadas nos processo de Vulcanização ao utilizar a lixadeira para esmerilhamento.


3.     REFERÊNCIAS E DOCUMENTOS

       NR 34 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção e reparo naval
       Item 34.5 Trabalho a Quente

DEFINIÇÕES

      As medidas de proteção contemplam as de ordem geral e as específicas, aplicáveis, respectivamente, a todas as atividades inerentes ao trabalho a quentes e aos trabalhos em áreas não previamente destinadas a esse fim.

 Medidas de Ordem Geral
 Inspeção Preliminar
 Nos locais onde se realizam trabalhos a quente deve ser efetuada inspeção preliminar, de modo a assegurar que:
a) o local de trabalho e áreas adjacentes estejam limpos, secos e isentos de agentes combustíveis, inflamáveis, tóxicos e contaminantes;
b) a área somente seja liberada após constatação da ausência de atividades incompatíveis com o trabalho a quente;
c) o trabalho a quente seja executado por trabalhador qualificado.


Proteção contra Incêndio
Cabe aos empregadores tomar as seguintes medidas de proteção contra incêndio nos locais onde se realizam trabalhos a quente:
a) providenciar a eliminação ou manter sob controle possíveis riscos de incêndios;
b) instalar proteção física adequada contra fogo, respingos, calor, fagulhas ou borras, de modo a evitar o contato com materiais combustíveis ou inflamáveis, bem como interferir em atividades paralelas ou na circulação de pessoas;
c) manter desimpedido e próximo à área de trabalho sistema de combate a incêndio, especificado conforme tipo e quantidade de inflamáveis e/ou combustíveis presentes;
d) inspecionar o local e as áreas adjacentes ao término do trabalho, a fim de evitar princípios de incêndio.

Controle de fumos e contaminantes
 Para o controle de fumos e contaminantes decorrentes dos trabalhos a quente devem ser implementa das as seguintes medidas:
a) limpar adequadamente a superfície e remover os produtos de limpeza utilizados, antes de realizar qualquer operação;
b) providenciar renovação de ar a fim de eliminar gases, vapores e fumos empregados e/ou gerados durante os trabalhos a quente.

Sempre que ocorrer mudança nas condições ambientais estabelecidas as atividades devem ser interrompidas, avaliando-se as condições ambientais e adotando-se as medidas necessárias para adequar a renovação de ar.
Quando a composição do revestimento da peça ou dos gases liberados no processo de solda/aquecimento não for conhecida, deve ser utilizado equipamento autônomo de proteção respiratória ou proteção respiratória de adução por linha de ar comprimido, de acordo com o previsto no Programa de Proteção Respiratória - PPR..

Utilização de gases
Nos trabalhos a quente que utilizem gases devem ser adotadas as seguintes medidas:
a) utilizar somente gases adequados à aplicação, de acordo com as informações do fabricante;
b) seguir as determinações indicadas na Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos - FISPQ;
c) usar reguladores de pressão calibrados e em conformidade com o gás empregado.
É proibida a instalação de adaptadores entre o cilindro e o regulador de pressão.
No caso de equipamento de oxiacetileno, deve ser utilizado dispositivo contra retrocesso de chama nas alimentações da mangueira e do maçarico.
Quanto ao circuito de gás, devem ser observadas:
a) a inspeção antes do início do trabalho, de modo a assegurar a ausência de vazamentos e o seu perfeito estado de funcionamento;
b) manutenção com a periodicidade estabelecida no procedimento da empresa, conforme especificações técnicas do fabricante/fornecedor.
Somente é permitido emendar mangueiras por meio do uso de conector, em conformidade com as especificações técnicas do fornecedor/fabricante.
Os cilindros de gás devem ser:
a) mantidos em posição vertical, fixados e distantes de chamas, fontes de centelhamento, calor ou de produtos
inflamáveis;
b) instalados de forma a não se tornar parte de circuito elétrico, mesmo que acidentalmente;
c) transportados na posição vertical, com capacete rosqueado, por meio de equipamentos apropriados, devidamente
fixados, evitando-se colisões;
d) quando inoperantes e/ou vazios, mantidos com as válvulas fechadas e guardados com o protetor de válvulas
(capacete rosqueado).
É proibida a instalação de cilindros de gases em ambientes confinados.
Sempre que o serviço for interrompido, devem ser fechadas as válvulas dos cilindros, dos maçaricos e dos
distribuidores de gases.
Ao término do serviço, as mangueiras de alimentação devem ser desconectadas.
 Os equipamentos inoperantes e as mangueiras de gases devem ser mantidos fora dos espaços confinados.
Equipamentos elétricos
Os equipamentos elétricos e seus acessórios devem ser aterrados a um ponto seguro de aterramento e instalados
de acordo com as instruções do fabricante.
Devem ser utilizados cabos elétricos de bitola adequada às aplicações previstas, e com a isolação em perfeito
estado.
Os terminais de saída devem ser mantidos em bom estado, sem partes quebradas ou isolação trincada,
principalmente aquele ligado à peça a ser soldada.
Deve ser assegurado que as conexões elétricas estejam bem ajustadas, limpas e secas.
Medidas Específicas
Devem ser empregadas técnicas de APR para:
a) determinar as medidas de controle;
b) definir o raio de abrangência;
c) sinalizar e isolar a área;
d) avaliar a necessidade de vigilância especial contra incêndios (observador) e de sistema de alarme;
e) outras providências, sempre que necessário.
Antes do início dos trabalhos a quente, o local deve ser inspecionado, e o resultado da inspeção ser registrado na
Permissão de Trabalho.
As aberturas e canaletas devem ser fechadas ou protegidas, para evitar projeção de fagulhas, combustão ou
interferência em outras atividades.
Quando definido na APR, o observador deve permanecer no local, em contato permanente com as frentes de
trabalho, até a conclusão do serviço.
O observador deve receber treinamento ministrado por trabalhador capacitado em prevenção e combate a
incêndio, com conteúdo programático e carga horária mínima conforme o item 1 do Anexo I desta Norma.

DISPOSIÇÕES GERAIS

Geradores de Calor

Equipamentos portáteis de alta velocidade, elétricos ou não, de impacto que possam produzir fagulhas ou gerar calor devem ser considerados equipamentos com risco de produzir incêndio.
Ex.: Perfuratrizes, serras, esmeris, máquinas de soldar, marteletes, ponteiros, talhadeiras, equipamento de corte oxi-acetilênico, lixadeira, furadeira, etc.
Telefones celulares e rádio intercomunicadores não blindados são considerados geradores de calor, podendo inflamar atmosferas explosivas.
Uso de Equipamentos Geradores de Calor
Sempre que uma atividade requeira utilização de qualquer equipamento gerador de calor, os responsáveis da área executora deverão solicitar autorização do responsável pela área onde o serviço será executado, na "Permissão Para Serviço à Quente".
Antes de iniciar o uso de gerador de calor, o responsável pela solicitação do serviço a ser executado deve verificar se existe risco de atingir instalações elétricas ou hidráulicas cobertas e alertar os executantes.
Atenção especial deve-se dedicar quando da utilização de máquinas de solda, lixadeiras e aparelhos de corte oxi-acetilênico, visando garantir que resíduos quentes (fagulhas) não vão atingir locais indesejáveis. Ex.: corte ou solda em prédios de estrutura metálica com piso vazado e redes de gases - as fagulhas podem atingir bandejas com cabos de força, sinal de instrumentação abaixo, subsolo, flanges, válvulas, juntas ou conexões. Tais locais devem ser protegidos por biombos isolamento da área, limpeza, estruturas apropriadas, bloqueios ou outros materiais não combustíveis.
Máquinas de soldar rotativas geram “faíscas” no coletor, portanto tanto a máquina como o porta eletrodo devem estar dentro da área para a qual foi autorizada a permissão do uso de gerador de calor, ou obrigatoriamente afastados de ambientes que contenham inflamáveis ou combustíveis.
Fontes geradoras de calor devem ser mantidas à distância mínimas de 15 metros de inflamáveis ou combustíveis no sentido horizontal e no sentido vertical será feito uma análise com os executores e da área. Caso não seja possível resguardar esta distância uma Análise de Risco deve ser conduzida para indicar contramedidas.
Os responsáveis devem assinar a permissão após certificar-se que todas as precauções de segurança e proteção contra incêndio foram providenciadas.
A permissão é válida para o dia/turno da emissão, podendo ser revalidada para turnos seguintes, no mesmo dia. Se o serviço se estender além deste dia nova permissão deve ser requerida.
O teste de inflamabilidade/explosividade deve ser repetido sempre que houver necessidade da emissão da nova permissão.
O uso de equipamentos geradores de calor em ambientes confinados requer a utilização do padrão específico para Espaço Confinado.

Cuidados Especiais

Em equipamentos “fechados”, cujos níveis de explosividade não se podem medir, são proibidos os serviços de solda, corte, ou outro serviço que gere calor, mesmo que executados externamente.
Caso os equipamentos não possam ser abertos e seus níveis de explosividade medidos, uma Análise de Risco deverá ser preparada antes do início do serviço, que só deverá ser executado caso todos os potenciais de risco sejam eliminados através de medidas alternativas.
Serviços em áreas de grande risco deverão ser planejados e aprovados pelos supervisores e grupos de Análise de Risco. Durante o tempo que o serviço perdurar o supervisor deverá assegurar que as condições planejadas não se alterarão.

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